MAIS UMA CARAVANA DA EMPATIA OSDM

No dia 26/11, a Agência do Bem, em parceria com a Obra Social Dona Meca, realizou uma nova ação direcionada ao campo da acessibilidade. O encontro “Música Acessível”, realizado em Vicente de Carvalho, contou com a participação de organizações, professores de música e entusiastas que, durante uma tarde, realizaram um intercâmbio para promover o compartilhamento de experiências e práticas com foco em acessibilidade e desenvolvimento humano, a partir do ensino de música.

A equipe da Obra Social Dona Meca abriu o evento, contando sobre o trabalho realizado pela Casa e mostrando a importância da sensibilização e empatia à pessoas com deficiência. Cedemos uma estrutura, onde, na entrada do salão, os participantes deparavam-se com uma experiência sensorial e podiam sentir, na pele, alguns dos desafios enfrentados por pessoas com deficiência motora, em seu cotidiano – tudo a partir de uma simulação de calçada com obstáculos e inclinações.

 

 

Psicóloga da Obra Social Dona Meca ajudando uma pessoa a passar pela calçada sensorial

Músico tocando para o público presente

 

Patrícia Azevedo, Coordenadora Executiva Agência do Bem, nos contou: “A participação da equipe OSDM com a calçada sensorial e palestra foi fundamental para a sensibilização do público participante do evento Música Acessível, contribuindo significativamente para as reflexões e debates sobre soluções acessíveis para o ensino de música direcionado ao público deficiente”.

Após a exposição dos palestrantes, foi aberta uma sessão para debate e construção coletiva de saberes, compartilhando desafios e ideias em prol da acessibilidade por meio do ensino de música.

 

Texto escrito por Leonardo Rocha- Membro do setor de sustentabilidade da Obra Social Dona Meca – contato: l.rocha@osdm.org.br

3ª Feijoada Beneficente Obra Social Dona Meca

FEIJOADA, EMPATIA E ALEGRIA

No dia 10 de Novembro, realizamos nossa 3ª Feijoada Beneficente, já tradicional em nossa programação anual. Foi uma tarde muito agradável e familiar, onde tivemos a oportunidade de compartilhar alegria com todos que compareceram e vieram prestigiar nosso evento.

Para animar a tarde, contamos com a presença dos músicos Fábio Rocha e Iran Santana, que trouxeram, em seus repertórios, clássicos da música popular brasileira e alguns sambas de raiz, que fizeram os casais levantarem para dançar e sambar. Já as crianças queimaram suas energias e se esbaldaram brincando no pula-pula.

O cardápio do dia foi, claro, uma bela feijoada com vários complementos saborosos que esse prato merece. Arroz, couve frita, farofa, calabresa, paio, costela, lombo, rabinho, pé de porco, além de doces caprichados para a sobremesa – que tornou esta tarde ainda mais apetitosa. Os ingredientes foram preparados e feitos com muito amor e carinho por todos na cozinha.

 

Músicos tocando na 3ª Feijoada Beneficente Obra Social Dona Meca

Público presente na 3ª Feijoada Beneficente Obra Social Dona Meca

 

Shirlene Rocha, que compareceu ao evento, nos contou que adorou passar uma tarde divertida com sua família: “A feijoada estava deliciosa, o ambiente animado com ótimas músicas e o tempo também ajudou com um vento fresquinho… foi tudo muito bom!”

Agradecemos a presença de todas as famílias que vieram para compartilhar conosco esse momento de alegria, treinar a empatia e ressaltar o trabalho de todos os envolvidos na realização da Feijoada Beneficente. Uma imensa gratidão, ainda, a todos que nos ajudaram a tornar realidade esta importante ação de sustentabilidade e confraternização para nossa Obra Social Dona Meca.

Texto escrito por Leonardo Rocha – Membro do setor de sustentabilidade da Obra Social Dona Meca – contato: l.rocha@osdm.org.br

Fonoaudióloga com as mães e crianças na Semana de Orientação de Fonoaudiologiau

SELETIVIDADE ALIMENTAR NA SEMANA DA ORIENTAÇÃO

Entre 26 de Novembro e 2 de Dezembro, aconteceu, na Obra Social Dona Meca, a Semana de Orientação do Setor de Fonoaudiologia. Este ano, a temática escolhida foi “Seletividade Alimentar”. Durante todos os dias da semana, uma das fonoaudiólogas esteve com um grupo de mães para abordar o tema. Foram momentos descontraídos, contando com palestras e dinâmicas.

A intenção era sensibilizar as famílias sobre a importância do momento da alimentação, mostrando como agir quando a criança rejeita algum alimento ou alguma textura específica. Entender que a comida não é só sabor e que, para nos sentirmos atraídos por um alimento, utilizamos todos os sentidos. Além de trazer a compreensão de que as crianças são indivíduos com suas próprias percepções/gostos e que merecem respeito na maneira como serão abordadas em todas os momentos da vida, inclusive em sua alimentação.

 

Fonoaudióloga observando uma das mães enquanto realiza atividade

Fonoaudióloga colocando venda em uma das mães para participar de atividade

 

A receptividade e participação dos responsáveis foram imprescindíveis para que a Semana de Orientação acontecesse e alcançasse seu maior objetivo: informar e tornar nossas famílias aptas a vivenciar situações específicas com maior leveza e assertividade.

Texto escrito por Raquel Gomes – Fonoaudióloga da Obra Social Dona Meca – contato: r.gomes@osdm.org.br

Placas Fotovoltaicas que foram instaladas na OSDM

MAIS SUSTENTABILIDADE NA OSDM

A SolarOn (Soluções em Energia Solar) promoveu, de 18/11 a 25/11, um concurso em sua página do Facebook, com a finalidade de doar um kit com 10 painéis solares fotovoltaicos a uma entidade filantrópica da cidade do Rio de Janeiro.

 

Os painéis solares geram energia elétrica gratuita a partir do sol e de forma muito simples, sem mecanismos móveis, sem gerar resíduos e sem necessidade de manutenção. O painel solar é o principal componente de um sistema de energia solar e é formado por um conjunto de células fotovoltaicas, que geram energia através da luz do sol. Quando o sol atinge a célula, os elétrons se movimentam gerando uma corrente elétrica.

 

Equipe da SolarON visitando a Obra Social Dona Meca

Funcionário da SolarON chagando com as placas fotovoltaicas na OSDM

 

Foram cinco organizações finalistas, escolhidas pela empresa, para participar de votação popular através da rede social. Graças ao empenho, à torcida e aos 10.029 votos de nossos seguidores, amigos, responsáveis e funcionários, conquistamos esta vitória em prol de nossas crianças! Gratidão a todos!
Esses painéis garantirão economia na conta de luz da OSDM, possibilitando o reinvestimento em outras de suas necessidades. Além disso, contribuiremos com um mundo mais sustentável.

Texto escrito por Leonardo Rocha – Membro do setor de sutentabilidade da Obra Social Dona Meca – contato: l.rocha@osdm.org.br

FESTA DAS CRIANÇAS

12 de Outubro é o Dia das Crianças e, para celebrá-lo, mantivemos a tradição de realizar uma festa muito especial para os nossos pequenos, com o melhor para eles.

O evento foi realizado no turno da tarde, em 10 de Outubro. Para garantir a animação e diversão, contamos com uma equipe de recreadores, que colocou as crianças para pular, brincar, dançar e gastar suas energias! O sorriso estava estampado no rosto de cada um de nossos pequenos e jovens. Além disso, tivemos a presença super especial do “gigante verde”, que conhecemos muito bem dos cinemas e dos quadrinhos. Ele também passou por aqui para dar um “oi” à molecada da OSDM.

A festa foi repleta de guloseimas, salgadinhos, cachorros-quentes e sorvetes deliciosos, que foram doados pela empresa Nuvem Sorvetes. As crianças e seus responsáveis ficaram muito felizes e animados quando viram a variedade de sabores … o resultado, claro, foi um “monte de rostinhos felizes”.

 

Crianças brincando com recreador na festa

"Gigante verde" brincando com uma criança que está no colo da psicomotricista na festa

 

A mãe de um de nossos meninos nos contou que estava muito grata pela preocupação e empenho de todos, por “fazerem de uma festa de Dia das Crianças um momento tão especial de convívio com seu filho, vendo-o tão contente, brincando com os amigos”.

Agradecemos a presença de todos os pais e responsáveis que trouxeram suas crianças, compartilharam conosco tal momento de alegria e ressaltaram o trabalho dos envolvidos na realização dessa festa feita por amor a essa Casa do Bem.

Texto escrito por Anderson Gama e Leonardo Rocha – Membros do setor de sustentabilidade da Obra Social Dona Meca – contatos Respectivamente: a.gama@osdm.org.br e
l.rocha@osdm.org.br

Funcionária do SESC participando da caravana da empatia. Ela está participando da estação calçada sensorial.

MAIS EMPATIA, POR FAVOR

Há algum tempo, a Obra Social Dona Meca vem desenvolvendo um trabalho que visa falar sobre a Pessoa com Deficiência além das paredes da Instituição. A ideia é desenvolver atividades experimentais, onde uma pessoa sem deficiência possa compreender um pouco do dia-a-dia da PcD e “praticar” sua empatia com a causa.

Desde o começo desta ação, a OSDM desenvolveu a mesma em escolas, universidades, museus e empresas. Além disso, visando estar em mais lugares, traçou parceria com uma empresa voltada à educação em prol da diversidade: Blend Edu – somando conhecimentos e tecnologias, buscando oferecer uma atividade mais ampla. Desta forma, o Projeto Empatia vem crescendo, levando vivências sensibilizadoras, incentivando debates e, em paralelo, arrecadando fundos para a manutenção de nossos atendimentos.

No dia 2 de Outubro, chegamos a um ponto determinante ao nosso Projeto Empatia, em uma ação para o SESC DN (gerência nacional): desenvolvemos cerca de 10 experiências à Equipe do SESC (calçada sensorial, óculos de realidade virtual, espaço sensorial para mãos e pés, colete musical, decodificação de um banner em libras, experiências olfativas / degustativas às escuras e piso tátil), subdivididas em 4 Grupos (Deficiências Auditiva, Física, Intelectual e Visual). Este foi um verdadeiro desafio para todos nós. Criamos novas atividades e pensamos em formas de trazer mais realidade às já existentes. Além disso, recebemos pessoas com as mais distintas deficiências, para que estas possam ir além!

 

Funcionária do SESC participando da caravana da empatia. Ela está participando da estação de degustação às escurass

Funcionária do SESC participando da caravana da empatia. Ela está participando da estação calçada sensorial.

 

A prática foi um sucesso: durante todo o dia, recebemos mais de 100 Colaboradores e os relatos recebidos foram os mais positivos – demonstrando a importância e o impacto de realizações como esta. Tamiris Morais (Setor de Planejamento), por exemplo, relatou “a importância de atividades como esta para a compreensão da importância da diversidade em nossa vida e elogiou bastante o nosso espaço sensorial”. Já Valéria Silva (GT de Diversidade e Inclusão) reforçou “a felicidade do GT em desenvolver esta ação, em parceria com a OSDM/Blend Edu”. E falou também sobre “como as dinâmicas já haviam gerado conversas, retorno positivo sobre a forma de perceber as pessoas com deficiência e parabenizou a equipe pela seriedade, atenção e o carinho desempenhado”. Estes feedbacks nos demonstram que estamos no caminho certo ao promover movimentos que incentivem o debate sobre diversidade e inclusão. Gostaríamos de agradecer ao SESC DN pelo convite e participação, à Blend Edu pela parceria e a toda nossa equipe por imensuráveis carinho e dedicação.

E você… gostou da ação e também quer levá-la para sua empresa ou escola ? preencha o formulário do projeto empatia https://osdm.org.br/empatia/

Texto escrito por Anderson Gama – Membro do setor de sustentabilidade da Obra Social Dona Meca – contato: a.gama@osdm.org.br

Voluntários participando da palestra com a temática “Autismo: tocando um novo mundo”.

É HORA DE CAPACITAR!

A Obra Social Dona Meca sempre contou com uma equipe de voluntários, que doam seu tempo e seu carinho em prol de nossas crianças, famílias e causas. Tratam-se de profissionais de saúde, educação e/ou outras áreas (chamadas não-técnicas) e todos se empenham em oferecer o melhor de si nas atividades em que estão envolvidos.

Pensando em aumentar seus conhecimentos e lapidar o trabalho já realizado com tanto empenho, a equipe terapêutica disponibilizou-se para realizar uma palestra explicativa aos voluntários “não-técnicos”, que lidam mais de perto com as crianças (como os da Oficina do Brincar), com a temática “Autismo: tocando um novo mundo”.

Voluntários "não-técnicos" participando da palestra com a temática “Autismo: tocando um novo mundo”.

Voluntários "não-técnicos" participando da palestra com a temática “Autismo: tocando um novo mundo”.

Voluntários "não-técnicos" participando da palestra com a temática “Autismo: tocando um novo mundo”.

 

Este encontro ocorreu no dia 26 de Setembro de 2019, data já reservada para a reunião mensal, onde as profissionais Amanda Portela (Terapeuta Ocupacional), Nívea D’alincourt (Psicóloga) e Raquel Gomes (Fonoaudióloga) trouxeram algumas orientações sobre diagnóstico, questões comportamentais, sensoriais e de comunicação, adaptações que facilitam a interação, como lidar com a família e a importância de compreender, validar e respeitar as reações.

Foi um momento de grande interação e esclarecimento de dúvidas. A equipe de voluntários assistiu e participou com brilho nos olhos e saímos com a certeza de que – quando estamos juntos, nos dedicando e nos aprimoramos – somos mais fortes e mais capazes!

Texto escrito por Raquel Gomes – Fonoaudiologa da Obra Social Dona Meca – contato: r.gomes@osdm.org.br

Mãe participando de uma brincadeira na semana de orientação do setor de terapia ocupacional

O BRINCAR E O DESENVOLVIMENTO INFANTIL

De 22 a 24 de outubro houve a Semana de Orientação do Setor de Terapia Ocupacional na OSDM e o tema abordado foi a relevância do brincar para o desenvolvimento infantil.

Inicialmente foi feita uma contextualização do brincar como área de desempenho ocupacional e foi apresentada a perspectiva do brincar pelo ponto de vista da Terapia Ocupacional. Assim como o Terapeuta Ocupacional, os responsáveis devem ser facilitadores das ações da criança em atividades importantes para o seu desenvolvimento, como o brincar. Por meio de atividades lúdicas são desenvolvidas diversas habilidades de desempenho: motoras, cognitivas, percepto-sensoriais, sociais e de comunicação.

Mãe de uma de nossas crianças participando de uma brincadeira na semana da orientação da Terapia Ocupacional

Crianças fazendo parte da brincadeira na semana da orientação de Terapia Ocupacional

 

As crianças com deficiência podem apresentar dificuldades em diversas atividades, incluindo o brincar. Essas dificuldades devem ser minimizadas por um adulto, que deve ser um facilitador do processo lúdico. No entanto, os responsáveis podem se deparar com situações e apresentar comportamentos que criam barreiras para o brincar e que precisam ser contornados, como preocupação com acidentes, superproteção, falta de organização na rotina, incredibilidade no potencial da criança e associação do momento de estimulação às terapias.

Durante as palestras da Semana de Orientação foram realizadas dinâmicas com os pais, que junto aos seus filhos, puderam envolver-se em brincadeiras variadas e refletir sobre as limitações relacionadas ao brincar e sobre as habilidades que estavam sendo estimuladas em cada atividade. Finalizamos com a apresentação, por meio de fotos, de várias atividades com recursos acessíveis e de baixo custo para serem realizadas em casa, visto que essa era uma solicitação constante dos pais no setor.

Texto escrito por Amanda Portella – Terapeuta Ocupacional da Obra Social Dona Meca – contato: a.portella@osdm.org.br

 

 

UMA NOITE AO SOM DA VIOLA!

No dia 21 de setembro, realizamos nossa 3ª Noite de Caldos, já tradicional na programação da OSDM. Foi uma noite muito agradável e familiar, onde tivemos a oportunidade de compartilhar alegria com todos que compareceram e vieram prestigiar o evento.

Foram servidos caldos de inúmeros sabores, que agradaram a todos os nossos convidados. Além disso, tivemos também: sobremesas, salgados e muita comida boa para embalar a nossa noite. Os presentes aproveitaram para fazer compras no Bazar e no Brechó que estavam com um espaço destinado a eles.

Nossos convidados dançando em nossa terceira noite de caldos

Para dar mais vida a festa tivemos duas apresentações: a primeira do Fábio Rocha (Cantor e Compositor), que embalou nossos convidados ao som da MPB. E contamos, mais uma vez, com a presença do Grupo Carioca de Viola “Caipirando”, que possui cerca de trinta músicos. O grupo surgiu em 2010 com o objetivo de aprendizagem da viola e se transformou em um dos projetos de celebração à cultura caipira. Atualmente, o grupo tem repertório constituído por clássicos, além de composições autorais. O Projeto Caipirando tem como objetivo levar, para a cidade maravilhosa, o universo cultural e original da música sertaneja, com a tradicional viola. Aos sons da Viola do Grupo, os convidados da OSDM curtiram de tudo um pouco. Foi, de fato, um dia onde ninguém conseguiu ficar parado, a exemplo de Dona Dina Gomes, de 92 Anos, que com o apoio de seu andador, dançou e brincou durante toda a apresentação do grupo: a mesma disse ter “gostado muito da festa!” E, para terminar o espetáculo com chave de ouro, um grupo de crianças participantes do evento – fez uma apresentação única e exclusiva para toda a platéia, com o apoio de violeiros e do berrante do Caipirando.

 

Dona Dina Gomes

Dona Dina Gomes

 

Entrevistamos, ainda o professor Henrique Bonna – membro e porta-voz do Caipirando – e ele nos contou sobre a experiência de participar e tocar na 3ª Noite de Caldos da OSDM: “Foi muito bonito e ficamos agradecidos de poder tocar e fazer parte pela terceira vez desse evento que, a cada ano, vem crescendo mais. O pessoal que compareceu estava com uma energia muito boa. Essa casa merece, faz um trabalho muito bonito e importante para a nossa sociedade, para o Rio de Janeiro… merece isso e muito mais”.

A 3ª Noite de Caldos da OSDM foi um sucesso e isso se deve a todos que abraçaram a causa, aos que vieram e trouxeram seu amigos e familiares, a todos que se voluntariaram para realização do evento, aos que ajudaram compartilhando, convidando, divulgando. Assim, gostaíamos de agradecer a todos os envolvidos por mais este dia de alegria e celebração em prol de nossa casinha do bem!

Texto escrito por Leonardo Rocha – Voluntário do Setor de Comunicação e Marketing da Obra Social Dona Meca – contato: l.rocha@osdm.org.br

RESSIGNIFICANDO O CONTEÚDO PEDAGÓGICO

A Pedagoga Tânia de Oliveira foi convidada pela Universidade Estácio de Sá para ministrar uma aula sobre sua experiência com crianças com deficiência. A mesma ocorreu no dia 25 Setembro, às 20h, no Campus R9 Taquara.

A aula foi baseada em três temáticas: acolhimento da família, apoio de equipe multidisciplinar e conteúdo pedagógico adaptado.

Quando falamos de acolhimento estamos, não apenas, nos referindo à criança com deficiência, mas também à sua família. É muito comum o relato dos pais temerosos em deixarem seus filhos em uma sala de aula, com mais de uma dezena de crianças e uma pessoa que eles jamais viram na vida. O diálogo entre o profissional e a família é de fundamental importância durante a adaptação e ao longo do ano letivo.
As especificidades vão muito além dos diferentes tipos de deficiência. Cada pessoa, ainda que com a mesma deficiência, apresenta características diferentes, além dos traços individuais, níveis de funcionalidade e de personalidade.

Então, a Equipe Multidisciplinar vem trazer, para a Instituição de Ensino, as características daquela criança. Em contrapartida, é necessário que esta Equipe compreenda que a Escola é autônoma em suas decisões. E como evitar o conflito? A Escola deve compreender que haverá necessidade de adaptações para trabalhar com aquele aluno com deficiência. Em paralelo, a Equipe Multidisciplinar não pode transformar a sala de aula em uma sala terapêutica. E mais uma vez, caímos na máxima: “Dialogar é preciso”!

O conteúdo pedagógico precisa ser ressignificado.

Existe uma ideia no imaginário coletivo de que “aprender a ler e escrever é o que determina um bom trabalho pedagógico”. Acontece que algumas crianças podem não alcançar esse objetivo. Porém, é preciso ressaltar que muitas outras habilidades e conhecimentos podem ser desenvolvidos e/ou adquiridos.
A dúvida dos futuros profissionais sobre esse tema está em como mostrar aos pais o trabalho realizado, uma vez que muitos não têm atividades em folhas.
Uma das saídas é uma nova forma de dar a devolutiva aos pais, como por exemplo, relatórios em fotos e vídeos.

E o mais importante: a relação interpessoal entre os profissionais de educação com seus alunos. A criança não compreende que o sistema pouco contribui para sua inclusão. O que ela realmente sente são as relações interpessoais com seus professores e demais funcionários, bem como com seus colegas de sala.

Texto escrito por Tania Oliveira – Pedagoga da Obra Social Dona Meca – contato: t.oliveira@osdm.org.br