Psicomotricidade na Síndrome de Down

Falar sobre Síndrome de Down é, antes de tudo, falar sobre possibilidades. Trata-se de uma condição genética caracterizada pela presença de um cromossomo 21 extra, que influencia o desenvolvimento cognitivo, motor

e social. No dia a dia, isso pode se manifestar em desafios como a hipotonia muscular, dificuldades de equilíbrio, coordenação e organização dos movimentos – impactando a autonomia e a forma como o indivíduo se relaciona

com o mundo.

Estudos apontam que a estimulação psicomotora contribui para a melhora da coordenação, organização espacial, equilíbrio e habilidades funcionais, além de influenciar positivamente a aprendizagem e a socialização. É nesse contexto que a psicomotricidade se torna essencial, pois olha para o sujeito de forma integral – considerando corpo, emoção, movimento e vínculo. A intervenção precoce é especialmente relevante, pois potencializa ganhos motores e reduz defasagens no desenvolvimento.

Por meio de experiências como circuitos motores, atividades de equilíbrio, exploração corporal e propostas lúdicas, é possível construir caminhos de desenvolvimento – sempre respeitando o tempo e as singularidades de cada um. Mais do que estimular habilidades, trata-se de favorecer conquistas reais: mais segurança, autonomia e participação. Ao longo do tempo, tais avanços ultrapassam o espaço terapêutico e se refletem na vida adulta, ampliando possibilidades de inclusão e qualidade de vida. Isto porque, quando o corpo se organiza, o sujeito se fortalece e novos caminhos se tornam possíveis.

NOTA: Projeto Meca Cultura – Lei Rouanet (Incentivo a Projetos Culturais) – Parceiros Sociais: Karoon Energy, Sompo, Vetanco e Ministério da Cultura.

Texto escrito por Thamara Holz – Psicomotricista OSDM

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