Projeto “Luta pela Inclusão” – Olga Kos

No dia 26 de Fevereiro, tivemos o encerramento do Projeto “Luta pela Inclusão”, executado por meio de uma parceria entre o Instituto Olga Kos e a Obra Social Dona Meca. A ação traz o Karatê – uma arte marcial Japonesa – como ferramenta de inclusão, para nossas crianças e adolescentes com deficiência, permitindo que cada um explore seu potencial de forma individualizada.

O Projeto teve início em 01/04/2024 e, durante todo este período, promoveu: aprendizagem, aprimoramento de novas habilidades e conceitos com esta arte milenar. Nossos pequenos e jovens evoluíram de forma tão significativa, que os pais deram depoimentos emocionantes.

Além disso, nosso beneficiário – Davi Luz – participou e conquistou sua medalha de ouro, no Campeonato Estadual de Karatê.

Foram tantas conquistas lindas e significativas que não temos palavras para agradecer e expressar nossa imensa gratidão ao Time Olga Kos, por este incrível plano de trabalho! Às famílias, pela confiança e incentivo. E, é claro, aos nossos karatecas – que foram os melhores!!!!

Brincar com Propósito

Em Janeiro, tivemos a ação “Brincar com Propósito” – uma proposta inédita realizada pela Coordenadora Katleen, que visa integrar brincadeiras significativas com o desenvolvimento, a autonomia e inclusão das crianças e jovens atendidos.

Todas as ações realizadas – do dia 06 ao dia 30 – foram planejadas e programadas, como Oficinas de Psicomotricidade, Cultura, Esportes, Atividades de Psicologia e integradas.

A Equipe Multidisciplinar atuou impecavelmente, proporcionando “brincadeiras” diferenciadas” em prol do entretenimento de nossas crianças, mas sempre desenvolvendo suas habilidades motoras, sociais e emocionais.

Katleen também trouxe o Projeto “Conexão de Férias”, com objetivo de manter o vínculo terapêutico (durante as férias de famílias que solicitaram esta dispensa temporária ao Serviço Social), oferecendo suporte
aos Responsáveis e promovendo a continuidade do desenvolvimento dos pequenos e jovens. O Time realizou chamadas semanais aos familiares – quando estes conversaram sobre o bem-estar do Beneficiário, receberam orientações estratégicas e personalizadas a serem aplicadas no dia a dia.

Além disso, em um dos dias deste mês especial, os filhos dos Colaboradores da OSDM foram convidados a participar das atividades, junto com nossas crianças. Foram recebidos com um belo espaço de convivência – feito pela Instrutora de Artes Ananda e pela Arteterapeuta Brenda. Estes “Pequenos Parceiros por um dia” foram incríveis!

Texto escrito por Marcelly Caetano – Comunicação OSDM

 

Capoeira: um Instrumento da Transformação

 

A Capoeira é uma arte marcial brasileira que combina luta, dança, música e cultura – sendo reconhecida como um poderoso instrumento de transformação para crianças e jovens com deficiência. Ela promove benefícios físicos (como melhora na coordenação motora, equilíbrio, força e flexibilidade) e em aspectos emocionais (ajudando a controlar a ansiedade e aumentar a autoestima). A prática também incentiva a socialização, criando um ambiente inclusivo onde as diferenças são respeitadas.

Na OSDM, as aulas de Capoeira são adaptadas para atender a todas as necessidades, integrando movimentos, músicas e instrumentos como: berimbau, atabaque, pandeiro e agogô. Atividades recreativas e momentos musicais estimulam concentração, memorização e empatia. A atividade ainda favorece a interação social, melhorando a comunicação não verbal e fortalecendo vínculos entre alunos e familiares, que muitas vezes são convidados a participar das aulas.

Ao unir esporte e cultura, a Capoeira transforma vidas, contribuindo – inclusive – para a autonomia de seus praticantes, como destacado pelo escritor Rogério Ribeiro:”A Capoeira aprimora corpo e mente, favorecendo a socialização e a melhoria da qualidade de e vida”.

Texto Douglas Marques – Instrutor de Capoeira OSDM

Coluna Casa Lar: Fonoaudiologia

A Fonoaudiologia trabalha as questões que tratam da comunicação e da deglutição, para melhora da qualidade de vida e bem estar de crianças e jovens – para que eles possam ter uma maior expectativa de vida e interação com outras pessoas.

Os atendimentos são individualizados e pensados para cada acolhido. Alguns precisam de atendimento interdisciplinar – por isso, existe um bom trabalho entre os Setores de Fonoaudiologia, Fisioterapia Respiratória e Nutrição, para que os acolhidos possam ter sua alimentação adequada e evitar problemas futuros.

Texto escrito por Rafaella Gonçalo – Fonoaudióloga OSDM

 

Festa de Natal

A Festa de Natal da OSDM foi muito emocionante! Tivemos sorrisos, lágrimas, gargalhadas e muita diversão.
Ver a alegria das crianças e adolescentes, com a chegada do Papai Noel, todos eufóricos e contentes foi lindo demais. Até os responsáveis tiraram fotos com o “Bom Velhinho”!

A diversão ficou por conta da nossa Equipe Multidisciplinar, que realizou diversas atividades como: pinturas, desenhos, dinâmicas e karaokê. Os responsáveis não ficaram de fora e também soltaram a voz.

E não poderiam faltar as apresentações de dança com a Tia Andreia, junto com as crianças, jovens e suas famílias. Neste ano, ela realizou uma performance especial, ao lado das mães, em homenagem à Presidente da Instituição, Rosangela Chacon. Foi incrível!

Além disso, tivemos a hora tão esperada por todos eles: a entrega dos presentes! Todos saíram muito contentes e felizes. Graças a toda dedicação da Equipe OSDM e – é claro! – a todos que participaram de nossa campanha do Dia de Doar, dedicada ao Kit de Natal 2024!

A corrente de solidariedade não parou por aí pois, como em toda boa festa, não poderiam faltar ornamentações e comidas deliciosas.

Nossos agradecimentos a: Letícia Melgaço (pela decoração deslumbrante, bolas, bolo e docinhos deliciosos), Laghetto Hotéis (pela doação de 3.000 salgadinhos, que estavam maravilhosos). Nosso coração é só gratidão a vocês – pela parceria e generosidade, por sempre estarem presentes em nossas festividades, em prol dos Beneficiários OSDM e suas famílias.

Texto escrito por Marcelly Caetano – Comunicação OSDM

 

Coluna Casa Lar: Gratidão

O ano de 2024 foi de muito empenho, desafios, recomeços e mudanças nos Lares de Acolhimento. Nasceu a Casa Lar Dona Meca II, para acolher jovens/adultos – com objetivo de garantir a continuidade do cuidado aos nossos adolescentes (crescendo, desenvolvendo-se e atingindo a maioridade) e, claro, receber novos acolhidos. Esta Casa Lar pode abrigar adultos com deficiência em situação de extrema vulnerabilidade social e que, hoje, estão em um ambiente seguro e acolhedor. A união, a dedicação e o amor que toda a Equipe empenha em seu trabalho foi primordial para essa transição.

Além disso, ao longo do ano, tivemos despedidas – mas com muita alegria em nossos corações, ao vermos as crianças da C. L. Balthazar sendo reintegradas às suas famílias e adotadas por pessoas afáveis, com o coração cheio de amor para dar.

Durante estes 12 meses, mantivemos serviços de cuidadoria, saúde, funcionamento logístico e infra-estrutura impecável, nos três Lares. Sendo assim, ficamos felizes em constatar que, em 2024, realizamos 47 acolhimentos na Casa Lar Balthazar (0 a 7 anos sem deficiência), 11 na C.L. Dona Meca I (0 a 17 anos com deficiência) e 8 na CLDM II (a partir de 18 anos, com deficiência) – sempre repletos de carinho e capricho aos “nossos” pequenos, crianças, jovens e adultos.

Texto escrito por Marcelly Caetano – Comunicação OSDM

 

 

 

 

 

 

Espaço Conviver

Desde sua fundação, o Espaço Conviver é um ambiente de integração com as famílias atendidas pela Obra Social Dona Meca, criado por um grupo de voluntários. Um lugar de acolhimento, onde o foco é o amor – e o “amar ao próximo como a si mesmo”.

Atualmente, um grupo de 5 voluntários atua com as famílias, 3 vezes por semana, na parte da manhã. Eles fazem um planejamento dos temas que serão abordados durante o ano, onde o olhar atento e afetuoso à programação torna-se o fio condutor.

São realizadas conversas, dinâmicas e atividades lúdicas com conteúdos ligados a: caridade, desafios do cotidiano, amor ao próximo, perdão, virtudes, dentre outros.

“Um tema como “virtude” é importante, porque, às vezes, os próprios responsáveis não percebem o tamanho de suas qualidades e o quanto são guerreiros no dia a dia com seus filhos.” – Voluntária Anabela.

A coragem, perseverança, alegria e fé são os pilares do Espaço Conviver – que, através destes encontros e atividades realizadas – promove a integração entre as famílias e a interação entre as crianças.

De acordo com a Voluntária, as maiores adversidades enfrentadas são: o preconceito da sociedade, espaços não inclusivos, as dificuldades diárias de locomoção (como o ônibus que não para ou demora). Por isso, ter um espaço de acolhimento e de amor é muito importante, para que eles sintam-se amparados de todas as formas – física, mental e espiritual.

“A experiência que temos aqui – e que nos traz como voluntários – é o quanto a gente aprende com estas famílias, não é terapia mas é terapêutico.” – afirma Ana Bela, que é a voluntária mais antiga neste momento.

O Espaço Conviver é o cuidado e a valorização das famílias, um trabalho que transcende toda e qualquer dificuldade que possa existir.

Texto escrito por Marcelly Caetano – Comunicação OSDM

 

 

Transformar Vidas

O projeto começou com o olhar atento da fonoaudióloga Rafaella Gonçalo da Mirella, que percebeu o impacto positivo da postura de Mirella durante as sessões. Motivada por essa observação, buscou-se exemplos e inspirações na internet para desenvolver uma cadeira ideal e acessível.

Embora não tenha sido um processo simples, cada detalhe foi cuidadosamente pensado para atender às necessidades de Mirella. A fisioterapeuta Lorena Teixeira da Mirella também desempenhou um papel fundamental – afinal, precisávamos nos questionar: “Podemos realmente fazer isso?” Esta indagação gerou reflexões e ajustes, garantindo que cada etapa do projeto fosse realizada de forma segura e eficaz. Esta combinação de olhares clínicos e dedicação foi essencial para tornar tal ideia uma realidade.

Na OSDM, a cultura de “transformar vidas” está no cerne de todas as nossas ações. Buscamos não apenas oferecer apoio, mas também criar oportunidades reais para desenvolvimento, autonomia e inclusão. O sucesso é medido pela transformação que observamos nos olhos de cada criança e família atendida, orientando nossa missão de garantir que todos tenham a chance de alcançar seu máximo potencial.

Como coordenadora, esta ação do bem impacta profundamente minha gestão e minha vida pessoal. Liderar a criação da cadeira para Mirella me fez perceber que minha função vai além da administração; envolve uma responsabilidade emocional e social de promover mudanças significativas. Essa vivência me leva a refletir sobre o impacto que posso ter na vida dos outros, tanto na minha atuação profissional quanto nas relações do dia a dia.

Texto escrito por Katleen Valverde – Coordenadora Técnica

Amor Inclusivo

Vamos contar um pouco da história do nosso pequeno beneficiário Rafael Magliano – de 2 anos de idade, com Paralisia Cerebral.

Patricia Magliano sempre teve o sonho de ser mãe. Durante 22 anos, pediu a Deus para que este sonho se tornasse realidade. Em um belo dia, recebeu o telefonema de sua irmã, que disse: “Paty, você vai ser mãe mas você vai gerar no seu coração”. A fala de sua irmã fez despertar memórias antigas de quando era criança… ela lembrou que pedia a sua mãe levá-la aos abrigos para brincar com outras crianças. Naquele momento, ela descobriu que veio para esse mundo para gerar no coração, ser mãe por adoção.

Então, ela foi atrás da adoção e conseguiu se habilitar. Nessa mesma época, Patrícia foi morar com Priscila – sua companheira – que entrou junto, no processo de adoção. “ Vou estar com você até o final e, juntas, vamos dar continuidade ao seu sonho.” – disse Priscila

No dia 22 de junho de 2023, ela recebeu a mensagem de uma “cegonha” (um Projeto onde pessoas encontram pais e mães para crianças que estão na fila de adoção e ninguém quer adotar, por diversas questões, inclusive deficiências). Ao conhecerem Rafael, elas receberam o seu diagnóstico: paralisia cerebral, microcefalia leve e este não respondia a nenhum estímulo. No primeiro momento, o medo falou mais alto: o de não conseguirem arcar com as demandas.

Ao chegarem em casa, sentiram um vazio por terem “deixado ele”. Foi, então, que Patrícia virou para sua companheira e disse: “ Eu vou conversar com Deus e pedir que ele me dê uma resposta sobre o que deve ser feito”. Passaram-se duas semanas. Patrícia entrou em contato com o Órgão responsável e descobriu que havia um possível casal mas que este havia desistido da visita. Além disso, em 1 ano e um mês em que Rafael estava no Abrigo, ele só tinha recebido a visita delas. No dia seguinte, Patrícia retornou, pegou ele no colo e disse: “Você é o filho que eu havia pedido há mais de 20 anos para Deus”. Foi, neste momento, que Rafael sorriu pela primeira vez na vida!

Hoje, através das atividades Multidisciplinares na Sede da OSDM, Rafael consegue responder aos estímulos, vem se desenvolvendo e evoluindo de forma bastante significativa.

Texto Marcelly Caetano – Comunicação OSDM

Coluna Casa Lar: Um novo Lar

Nas entidades de acolhimento de jovens/adultos com deficiência, muitos foram abandonados por suas famílias – ainda na fase de criança ou adolescência, por preconceito, rejeição ou carência de recursos financeiros. Outros, que chegaram a ter uma convivência familiar efetiva, possuem pais ou responsáveis falecidos e não conseguem contar com outro integrante da sua família extensa.

No decorrer dos anos de trabalho realizado na Casa Lar Dona Meca I, observamos que a expectativa de vida dos acolhidos vai aumentando, uma vez que – durante o acolhimento institucional – os acolhidos contam com um acompanhamento médico especializado, atendimentos com diversas terapias, um ambiente organizado, limpo e uma rotina estruturada por uma equipe que se preocupa com bem-estar físico e mental de cada um. Com isso, apresentou-se uma nova realidade quando os acolhidos da C. L. Dona Meca I começaram a completar 18 anos.

Não sendo possível manter a permanência destes acolhidos que completaram maioridade, viu-se a necessidade de ampliar o trabalho para atendimento de jovens/adultos. Assim, surgiu a Casa Lar Dona Meca II, com o objetivo de garantir a continuidade do cuidado aos acolhidos na C. L. Dona Meca I e acolher novos jovens e adultos com deficiência, objetivando proporcionar um ambiente seguro e acolhedor.

 

Texto escrito por Jéssica Souza Coordenadora Casa Lar Balthazar e Casa Lar Dona Meca I e II