JUNTOS SOMOS MAIS FORTES

Sônia percebeu que seu filho Artur de apenas quatro anos tinha algum problema de saúde. Ele caía toda hora, ficava cansado quando tinha de andar muito e parecia ter preguiça de subir escadas. Quando sentava no chão, precisava de um apoio para levantar-se. Apoiava a mão no chão, depois no joelho, na coxa e, finalmente ficava de pé.

Um dia, a professora da creche chamou Sônia e falou que ela precisava levar Artur ao médico. Foram muitas idas até o hospital. Acordar cedo e ficar horas para serem atendidos, passou a ser rotina na vida de Artur e Sônia.

Numa manhã fria e chuvosa, depois de olhar um exame do Artur, o médico disse que ele tinha uma doença rara e que não tinha cura. Sônia ia precisar ser forte e buscar um local onde ele pudesse fazer fisioterapia. O médico disse também que a fraqueza de Artur ia aumentar até que ele não conseguiria mais andar e precisaria de uma cadeira de rodas.

Voltando para casa, as lágrimas desciam dos olhos de Sônia e se misturavam com a chuva que caía. No caminho, cruzou com uma senhora que sempre levava seu filho cadeirante numa associação que tinha perto da casa dela. Ela seguia sorrindo, conversando animadamente com seu filho. Sônia cumprimentou aquela senhora e perguntou se estava levando seu filho para a fisioterapia. Ela disse que sim e as duas ficaram conversando por alguns minutos.

Naquele instante, Sônia percebeu que não estava só. Resolveu ir até aquela associação tentar uma vaga para seu filho fazer fisioterapia. O que ela conseguiu foi muito além do tratamento da doença. Ela descobriu que muitas mães passavam pelas mesmas situações que ela e que as pessoas que sofrem de doenças raras têm muitos direitos previstos em Lei. Descobriu que existem pessoas que dedicam suas vidas a proporciomar melhor qualidade de vida para essas crianças. Descobriu que conversando sobre suas dificuldades, conseguiam achar soluções para os problemas do dia a dia. Descobriu que somos mais fortes quando estamos juntos, lutando por um único objetivo. Descobriu que também tinha motivos para sorrir, assim como aquela mãe que cruzou o seu caminho e mudou a sua vida.»

*Texto escrito por Clara Migowski Barbosa – Presidente da Acadim.

Outras Matérias que possam te interessar:

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.