Os Desafios no Processo de Adoção

A realidade dos abrigos que acolhem crianças e adolescentes em situação de risco psicossocial é bastante complexa, porque possui múltiplos discursos e diferentes vivências dos acolhidos – que se originam no passado e se entrelaçam com as construções existentes sobre o presente.

O desligamento da Instituição de Acolhimento se dá de duas formas principais: reintegração familiar ou adoção.

Na reintegração familiar, o/a acolhido/a retorna à sua família de origem (pai e/ou mãe) ou fica sob guarda de algum integrante da família extensa (tios, primos, avós, etc).
Já no caso da adoção, o/a acolhido/a passa a ter uma nova família, porque já foram esgotadas as possibilidades de reintegração familiar. O maior objetivo da adoção é que ela traga benefícios ao desenvolvimento integral das crianças e adolescentes adotados.

Adoção e seus mitos – primeiramente, trazemos pra vocês alguns mitos sobre o processo de adoção e suas particularidades:
“Não vou adotar porque não sei a índole da criança/adolescente.”
“Só quero bebê. porque é mais fácil.”

Como vimos, a adoção é cheia de mitos e suposições. A dica é: “Você deseja ser pai/mãe”? Porque as dificuldades na educação e criação dos filhos aparecerão, independentemente se biológicos ou adotivos. Ter o direito a um desligamento bem conduzido é algo que precisa se efetivar plenamente. Oferecer uma família destinada a dar conforto, afeto e, acima de tudo, amor … isto proporciona à criança uma base para o seu desenvolvimento. Contudo, é preciso ter em mente que a adoção não aparece como um meio de “resolver problemas sociais”, como abandono e a institucionalização, mas sim, como um direito de todo indivíduo a “ter uma expectativa de futuro em família, seja biológica ou adotiva”.

Na Casa Lar Dona Meca e Casa Lar Balthazar, compreende-se o período de integração entre as pessoas envolvidas no processo de adoção ou reintegração familiar, visando estabelecer bases sólidas para um relacionamento harmônico de caráter afetivo. Não é uma experiência qualquer e sim uma fase de criação e/ou fortalecimento de vínculo. O estágio de convivência é de vital importância, não só para o entrelaçamento entre as pessoas envolvidas, mas também para a exploração de todas as qualidades e virtudes recomendadas – por isso, trata-se do período propício para fazer brotar o afeto.

Texto escrito por: Jéssica Souza – Assistente Social | OSDM – Casa Lar Dona Meca

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